sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Cozinha Francesa

Raízes da Cozinha Ocidental

Há mais de três séculos que a França tem na gastronomia uma grande representante de sua cultura. Ali foram criadas receitas e iguarias da culinária ocidental --do foie gras às trufas-- e surgiram as linhas mestras da cozinha ocidental.


A culinária francesa surge junto ao mar ao longo da costa atlântica e revela nas regiões do noroeste um painel de extraordinária riqueza. Encontramos ostras espetaculares, mexilhões, mariscos, lagostins, os populares xereletes, sardinha ou a cavala, robalos, sem falar das saborosas preparações usando peixes dos rios do Vale do Loire.

De Nantes às terras de Orleans, deleitamo-nos com uma culinária particular dedicada aos peixes de rio. Uma riqueza notável encontrada nas terras da Normandia são os cordeiros pré-salés da Bretanha. A manteiga encontra um terreno propício nas regiões do noroeste e do norte do país, embora neste partilhe o lugar nas cozinhas com a banha de porco.

As regiões do norte repartem suas preferências entre a carne bovina e a de porco, embora a criatividade possa ir muito mais além, como acontece com o potjevfleisch de Flandres, preparado com vitela, coelho e toucinho.

A popularidade dos produtos das hortaliças (couve, repolho, couve-flor), acompanhada da paixão pela batata ou pela beterraba, também caracterizam a gastronomia do norte. As regiões do interior têm muito a dizer. Cozinhas por vezes simples e rústicas, como a da Auvergne e outras vezes barrocas como as de Bourbonnais.

Quando se fala de cozinha francesa, Lyon deve ser sublinhada. Para muitos é a capital gastronômica do país. De qualquer modo, desfruta de uma variedade incomparável: salsichas, salsichões, dobradinha, o frango assado com cardo, as almôndegas de carpas, o fígado de vitela, o frango com trufas.

Atrelada ao aroma do alho, às ervas aromáticas, há ainda as gloriosas carnes dos patos cevados das Landas, na costa atlântica.

A cozinha do sul da França se caracteriza por sua singularidade e marcada pela proximidade ibérica. Poderia ser dito, inclusive, que há, em determinadas situações, uma maior influência espanhola que francesa. E por fim a cozinha do país basco francês, possivelmente a mais próxima da Ibéria.

E os queijos? Dizem que os franceses têm um queijo diferente para cada dia do ano. A lista é interminável, embora se mova, preferencialmente, pelos derivados do leite de vaca e, em segundo plano, pelo de cabra. Começando pelos mais populares do mundo, como o camembert, o brie e o gruyere.

O vinho é o grande destaque da gastronomia francesa, o produto que mais bem representa a sua imagem em todo o mundo. Basta recordar os grandes vinhos da região de Bordeaux ou da Borgonha e os grandes espumantes de Champagne.

Requinte, Sabor e Harmonia

Por menor que sejam nossos conhecimentos gastronômicos, à francesa é expressão que nos remete a algo com requinte, sabor e cuidado em seu preparo. Com a tomada da Bastilha, em 1789, a França libertou-se para o mundo e os nobres viram seus cozinheiros iniciar um revolucionário momento da gastronomia mundial. A palavra "restaurante" surge nessa época, quando um cozinheiro desempregado abre um estabelecimento onde vende "caldos tão substanciosos" que resolveu chamá-los de "restauradores" (restaurant) da vida.


Mas a culinária francesa não se ocupa apenas de iguarias, pois ela sempre foi movida pela criatividade, e são fabulosos os pratos preparados com vísceras, miúdos de porcos, aves, coelhos. Dos cordeiros preparam do gigot (o pernil traseiro) às costeletas. Com as aves fazem malabarismos, legando ao mundo criações incorporadas ao nosso dia-a-dia.

Mas quando entramos no capítulo de como os franceses souberam reunir seus recursos naturais à criatividade de seu povo, o assunto fica mais sério. Talvez a França seja o país que mais se dedicou à "alquimia culinária". A captura de sabores e aromas contidos nos ingredientes gerou uma diversidade de "fonds de cuisine", extratos concentrados obtidos do paciente cozimento de legumes, carnes ou peixes.

Da França nos chegam molhos que ainda guardam o nome de seus inventores: o Béchamel, um contador que nas horas vagas divertia-se na cozinha. Há também o molho Mornay, uma exceção, já que o chef Joseph Voiron, seu inventor, no final do século 19, deu a sua criação o nome de seu filho.

Mas nem por isso não encontraremos pratos rápidos e de simplicidade invejável. Consideramos a enorme quantidade de molhos pré-preparados, as carnes e os peixes que já são vendidos limpos e em porções, onde podemos planejar de jantares íntimos a reuniões mais audaciosas. Tudo em nome do prazer à mesa e de encontrar, nos exemplos franceses: requinte, sabor e harmonia.

FONTE:
Cozinha País a País

PARA SABER MAIS:
Correio Gourmand
Portal São Francisco

RECEITAS:
Livro de Receitas

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Adoçantes Naturais

Houve tempo em que o açúcar era símbolo de riqueza e prosperidade; hoje, é largamente usado em todas as áreas da cozinha profissional. é extraído de plantas (beterrabas do açúcar e cana-de-açúcar) e refinado de maneira desejada. A maior parte das variedades de xarope, como bordo, milho, melaço e mel, também derivam de plantas. A intensidade de sabor dos adoçantes em geral corresponde à cor - quanto mais escuro o açúcar ou xarope, mais concentrado o sabor.

O açúcar é responsável pelo processo de caramelização, pelo equilíbrio da acidez dos alimentos e, contribui para a aparência, sabor e viscosidade de glacês, molhos e marinadas. Na padaria, o açúcar adiciona doçura, retém a umidade, prolonga o frescor e a vida de prateleira, ajuda no processo de preparar cremes e confere cor e sabor a crostas. Selecionar o adoçante apropriado ajuda a obter o produto final desejado.




1ª Fileira, da esquerda p/ direita: melaço, mel, xarope e milho light;
2ª Fileira, da esquerda p/ direita: açúcar de bordo, açúcar demerara, açúcar mescavo;
3ª Fileira, da esquerda p/ direita: açúcar turbinado (adiciona-se vapor), açúcar cristal, cubos de açúcar;
4ª Fileira, da esquerda p/ direita: açúcar granulado, açúcar refinado, açúcar de confeiteiro. 


FONTE: Chef Profissional / Instituto Americano de Culinária; tradução Renata Lucia Bottini. – São Paulo: Senac Editoras, 2009.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Comprando Carnes

Em casa

Cortes a Partir da Alcatra

Ancho e Chorizo a partir do Contra-filé

Corte Correto da Fraldinha

Cortes do Filé Mignon

Cortes Bovinos






sexta-feira, 2 de julho de 2010

Propagandas de Alimentos na Mira da Anvisa


Várias iniciativas são desenvolvidas em todo o mundo para dar cada vez mais informações aos consumidores sobre os alimentos, ajudando a, entre outras coisas, reduzir a obesidade.
Ciente da importância desse pensamento, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estabeleceu novas regras para a publicidade e a promoção comercial dos alimentos. Dentro de seis meses, as empresas deverão veicular em todas as peças publicitárias dos alimentos os riscos do consumo excessivo do produto. Mais ou menos como ocorre hoje em dia com as propagandas de bebidas alcoólicas.
Com isso, o Brasil torna-se o primeiro país a seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde, de maio de 2010, para diminuir o impacto do marketing de alimentos sobre as crianças (o público mais suscetível aos comerciais em geral, responsável por cerca de 80% dos produtos adquiridos pelos pais).
Os avisos chamarão atenção sobre o excesso de açúcar, sódio, gordura saturada ou trans, baixo teor nutricional e adição de cafeína, taurina, glucoronolactona ou qualquer substância que atue como estimulante no sistema nervoso central.
A medida afeta todas as veiculações do produto, dos comerciais às amostras grátis. Na TV, o protagonista do comercial deve dar o alerta; no rádio, cabe ao locutor. Quando se tratar de material na internet, a divulgação deve ter o comunicado exibido de forma permanente e visível, junto com a peça publicitária.
As informações devem seguir um modelo de acordo com o componente usado. Alguns exemplos citados pela Anvisa:
Açúcar: “O (nome/marca comercial do alimento) contém muito açúcar e, se consumido em grande quantidade, aumenta o risco de obesidade e de cárie dentária”.
Gordura saturada: “O (nome/marca comercial do alimento) contém muita gordura saturada e, se consumida em grande quantidade, aumenta o risco de diabetes e de doença do coração”.
Gordura trans: “O (nome/marca comercial do alimento) contém muita gordura trans e, se consumida em grande quantidade, aumenta o risco de doenças do coração”.
Sódio: “O (nome/marca comercial do alimento) contém muito sódio e, se consumido em grande quantidade, aumenta o risco de pressão alta e de doenças do coração”.
Se o alimento tiver substâncias em conjunto, deve ser dado o alerta cumulativamente em relação aos nutrientes: “O (nome/ marca comercial do alimento ou conjunto) contém muito (a) [nutrientes que estão presentes em quantidades elevadas], e se consumidos(as) em grande quantidade aumentam o risco de obesidade e de doenças do coração”.
As empresas têm 180 dias para adequação as novas medidas. Dessa forma espera-se proteger os consumidores de práticas que possam, por exemplo, omitir informações ou induzir ao consumo excessivo (propagandas bonitinhas em locais felizes com certa bebida?! Alguém?!).
A medida é válida enquanto proporcionar a busca por uma alimentação mais saudável, e também para evitar o consumo excessivo de algumas substâncias. Normalmente, os comerciais melhor elaborados e mais divertidos são de produtos que se enquadram nessa ação da Anvisa e, agora, caberá ao público aguardar para ver isso no mercado a partir de novembro.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Brigada da Cozinha

A hierarquia foi criada para ajudar o dia-a-dia das tarefas da cozinha. Com o objetivo de servir muitas pessoas de forma rápida, o modelo clássico da hierarquia na cozinha profissional, foi criado por grandes chefs franceses como Marie-Antoine Carême (1784 – 1833), Urbain Dubois (1818 – 1901) e Auguste Escoffier (1847 – 1935).


A hierarquia divide os cozinheiros conforme suas experiências e conhecimentos, em praças ou seções com funções diferentes para que tudo funcione.


A hierarquia começa sempre com o Chef de cozinha (Chef de Cuisinie), também existe o Chef Executive (Directeur de cuisine), mas neste caso somente em grandes hotéis e casas de eventos.


O sub-chef (Sous chef) vem logo em seguida, pois é o braço direito do Chef de cozinha dentro da cozinha, é o responsável pelo controle das tarefas do dia enquanto o Chef de cozinha está planejando a semana, o mês ou o próximo evento.


Os franceses chamam os responsavéis de cada praça como Chef de partie, ou seja, Chef da praça (Seção da carne, peixe, salada..) e Demi-chef de partie, o cozinheiro da praça, pessoa com menos experiência, substitui o chef de partie em sua ausência.


O último da hierarquia é cozinheiro mais novo o Commis de cuisine, aquele que em geral tem pouca experiência. Também temos o estudante (Apprentis), o auxilliar (Aide de cuisine ou Aboyeur), o estagiário (Stagiaires) e o Lava-louças (Spongeur).


Este sistema é aplicado em todos os cruzeiros internacionais e em grandes redes de hotéis na Europa e EUA, tem grandes vantanges no resultado a começar com o controle do disperdício, a higiene, o estoque e o desempenho profissional de cada um da equipe.


O tamanho da cozinha depende da capacidade do estabelecimento gastronômico, da infra-estrutura e da oferta de comida. Com isto muitas vezes um chef ou cozinheiro responde por mais de uma função na divisão das tarefas. Devido a forte evolução da tecnologia na cozinha profissional de oferecer produtos prontos algumas das praças já não se fazem necessárias, como por exemplo chef  Boucher – o açougue.



Segue abaixo a classificação completa  das diversas praças da brigada de cozinha:
COZINHA FRIA:
Chef Garde-manger  - responsável pelos pratos frios, como entradas, saladas e bufê frios.
Chef Confiseur – preparo de sobremesas
Chef Glacier – preparo de sorvetes
Chef Pâtissier  - preparo de bolos e tortas (confeiteiro)
Chef Boulanger – preparo de pães (padeiro)

COZINHA QUENTE:
Chef Entremetier – responsável pelos acompanhamentos como arroz, batatas, macarrão, risotos, etc.
Chef  Légumier – preparo de legumes
Chef  Trancheur – recortar, modelar e tornear os legumes
Chef  Potager – preparo de sopas
Chef  Cocottier – preparo de receitas com ovos
Chef  Friturier – manuseio da fritadeira
Chef  Tourier – preparo de massas
Chef Saucier – responsável pelas carnes e molhos
Chef Rôtisseur – preparo de assados
Chef  Brocheur – preparo de alimentos na churrasqueira
Chef  Grillardin – preparo de grelhados
Chef  Poissonnier – preparo de peixes
Chef  Fournier – preparo de alimentos no forno

PRAÇAS ESPECIAIS:
Chef Boucher – o açougue
Chef Annonceur – aquele que anuncia os pedidos e o último que verifica a apresentação dos pratos antes de servir no salão
Chef Régimier – preparo de dietas especiais (Nutricionista)
Chef de nuit – chef da noite
Communard od. Cuisinier du Personnel – preparo de comida para os funcionários
Tournant – substitui chefs ou coiznheiros em dias de folga e ajuda onde mais tem demanda

FONTE:
Heiko Grabolle

sexta-feira, 26 de março de 2010

Guia de Temperos e Guia de Queijos

Dois guias importantes, vale a pena dar uma olhada:


terça-feira, 9 de março de 2010

Entre e Confira!!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Cozinha Alemã

Alemanha Doce

Os pratos do dia-a-dia de um alemão são geralmente compostos de carne suína e bovina, batatas, cozidos, sopas e legumes. Na Alemanha, é comum ir direto à refeição principal, já que as saladas aparecem na forma de acompanhamentos ou em ocasiões especiais. O caminho para as sobremesas, portanto, fica mais curto. E não é por acaso.

Pensar na gastronomia alemã é logo imaginar salsichas, defumados, cervejas e chucrute, mas sobremesas são um capítulo à parte na cozinha germânica. Um grande repertório é preparado com base em massas folhadas. As sobremesas ainda passeiam pelos cremes, frutas da estação, gelatinas ou sorvetes.

Uma curiosidade: a presença das frutas ao natural ou em forma de compotas tem origem na tradição do povo alemão em ter pequenos pomares em suas casas. Desta tradição, surgiram tortas mundialmente famosas, como Floresta negra e Torta de cerejas. Na Alemanha também surgiram delícias doces como a Rote Grütze, compota de frutas vermelhas, ou a autêntica Rotweingelee, gelatina de vinho tinto e sorvete.

Saindo das sobremesas e indo para outro símbolo alemão, os pães, percebe-se que a variedade é grande. Há o pão escuro, o "dampfnuleln", os pães com especiarias, os pães à base de castanhas e nozes.

Dificilmente se encontrará um cachorro-quente com o aspecto mundialmente difundido por lá. Na Alemanha, você será servido com uma salsicha e um pão redondo ao lado, para que vá saboreando, cada um, como desejar.

Criada há mais de 9.000 anos pelos egípcios, a cerveja, grande estrela da típica gastronomia germânica, não serve só para acompanhar os pratos. Ela é utilizada como ingrediente de receitas. As cervejas escuras, mais consistentes e de sabor mais adocicado, misturam-se, por exemplo, a ensopados e carnes defumadas.

Existem mais de 1.200 fabricantes de cerveja espalhados pelo país. Há variados sabores da bebida para qualquer tipo de consumidor, que pode escolher entre mais de 5.000 marcas diferentes. A Oktoberfest, festa máxima de celebração à bebida nacional, acontece em Munique, capital da Baviera, atraindo milhares de turistas todos os anos.

FONTE:
Cozinha País a País

RECEITAS:
Rudge SBC

PARA SABER MAIS:

Portal São Francisco
Mulher de Classe
DW Wolrd

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Decoração Básica: Cavalo marinho no melão

video

Decoração Básica: Rosa no Nabo

video

Decoração Básica: Flor na manga

video

Decoração Básica: Flor na melancia

video

Decoração Básica: Cisne na maçã e Flor na pêra

video

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Adorei!!!


sábado, 6 de fevereiro de 2010

Bicos de Confeitar

Os bicos de confeitar são pequenos cones de metal ou plástico, com diferentes acabamentos nas pontas. Utilizados por confeiteiros desde os tempos antigos, hoje se encontra mais de 300 modelos de bicos. Alguns deles se tornam indispensáveis para a confeitagem de bolos. Os bicos podem ser reconhecidos pela numeração ou pelo nome da classe à qual pertence. Os nomes das classes relacionam o bico com seu acabamento ou com a função que cumprem. Alguns exemplos:






Perlê – Tem acabamento redondo liso. São indispensáveis para fazer trabalhos no sistema de pressão.Usado para escrever, fazer ponto perdido, cobertura de placas e imitação de pérolas.








Pitanga – Tem acabamento em forma de estrela. Permite a decoração de um bolo inteirinho, fazendo uma estrela ao lado de outra. Também aplicado em arremate de bordas e confluência de cores.








Pétala – São usados para fazer as pétalas da maior parte das flores em glacê real.






Folha – Apesar de serem apropriados para fazer folhas, estes bicos podem ser utilizados com movimento de concha e ziguezague.As folhas acompanham as flores, canteiros e parreiras. Assim como os bicos perlê, podem ser substituídos por cartuchos de papel.






Serra - Dentro da classe dos bicos serra vamos encaixar os retos e os perlês riscados.Para acabamentos em geral e imitação de madeira.





Babado - São bicos especiais para fazer babados. Dentre eles há duas famílias: uns são lisos e outros serrilhados. São aplicados em bonecas, almofadas, vestidos e bolos de noivas.



Flores – De diferentes modelos, são reconhecidos por terem um prego no meio. Formam flores simples, mas rápidas e fáceis de fazer.





Chuveirinho – Parecem com um dedal e são apresentados em dois tamanhos. Servem para imitar grama, pêlos de animais ou cabelos de palhaço.










FONTE:
http://artesanato.blog.br/aprenda-tudo-sobre-bicos-de-confeitar/

Cozinha Grega

Ilhas da Mesa Saudável

A culinária grega é fundamentada em ingredientes da chamada "culinária saudável": azeite, peixes, ervas aromáticas e legumes. Com exceção das ilhas, a imagem da cozinha grega não se associa aos peixes. É uma cozinha de terra firme, de cultivos, que tem como base a beringela, os tomates, as abóboras, os pimentões, o pepino, os alhos, o grão-de-bico, o feijão ou as lentilhas e o arroz.

As hortaliças estão presentes inclusive nas massas, molhos e temperos que caracterizam os mezze --aperitivos que iniciam uma refeição, no costume de países norte-africanos e do oriente próximo. A beringela e o tomate estão presentes em quase todas as receitas. Especialmente a beringela, que tem papel de destaque em molhos, cremes, sopas, saladas e em todo tipo de combinações.

É grande a paixão dos gregos pelos legumes recheados. Abobrinhas, tomates, pimentões ou abóboras, todos trazem sempre um recheio: arroz e ervas aromáticas; arroz, passas e pinolli; arroz com carne; carne picada e verduras, ou até mesmo outros legumes.

O azeite, o alho e o limão são temperos obrigatórios na grande maioria dos pratos. Especialmente o azeite, fruto de variedades como a koroneiki, oliveira que dá origem a óleos que marcam a identidade da cozinha do país.

Outros produtos imprescindíveis à cozinha grega são as ervas aromáticas e as especiarias. Há ainda a destacar as azeitonas, como a kalamata (preta) ou a naflion (verde), e os queijos. O iogurte constitui outro dos traços de identidade da gastronomia local.

A pecuária concentra-se principalmente na criação de bovinos, porém ovelhas e cabras, cordeiros e cabritos são também destaques da cozinha do país. Na culinária das ilhas, sobressaem as espécies marinhas, como os peixes azuis: cavalas, sardinhas, manjubinha, atuns ou peixes-espada, juntamente com pargos, dourados, robalos, mexilhões, lulas e polvos.

Cada ilha tem suas receitas e suas espécies marinhas prediletas, mas, em geral, predominam os cefalópodes (polvos e lulas), espécies como o bonito e o atum e, até mesmo, as trilhas. Os peixes costumam ser marinados num tempero preparado à base de suco de limão.

FONTE:
Cozinha País a País

PARA SABER MAIS:
Correio Gourmand
Site da Theodora Hellas
Portal São Francisco

RECEITAS:
Terra Culinária

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Tipos de Coqueteleiras

video

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Slow Food

O movimento Slow Food foi fundado na Itália, em 1986 e tornou-se uma organização internacional sem fins lucrativos até 1989, hoje já possuem uma rede de 80.000 associados.

Slow food é comer melhor, saborear, sentar à mesa junto de pessoas queridas e diante de uma verdadeira refeição. O conceito do movimento está ligado à variação do sabor original do alimento, cultivado no seu tempo e meio natural.

O movimento tem como missão defender a biodiversidade, divulgar a educação do gosto e unir aos co-produtores aqueles que têm produtos de excelência.

O slow food representa a união entre a ética e o prazer da alimentação. Um dos objetivos deste movimento é restituir ao alimento sua dignidade cultural, favorecer a sensibilidade do gosto e lutar pela preservação e uso sustentável da biodiversidade. O movimento utiliza da importância do prazer aliado à alimentação. Celebra a diferença dos sabores, a produção artesanal de alimentos, os pequenos produtores, as propostas sustentáveis para a pesca e para a criação dos animais.
Dentro do movimento slow food, o prazer de saborear boa comida e bebida de qualidade deve ser combinado com o esforço para salvar os inúmeros grãos, vegetais, frutas, raças de animais e produtos alimentícios que correm perigo de desaparecer devido ao predomínio das refeições rápidas e do agronegócio industrial.

A associação reúne pessoas apaixonadas por gastronomia, grupos de pequenos produtores de alimento, pesquisadores e chefs profissionais.

No Brasil, o slow food fez um catálogo denominado Arca do Sabor, com produtos, pratos, animais, frutas, legumes e verduras que correm riscos de se perderem na memória da população. O principal objetivo da arca é salvar os inúmeros grãos, vegetais, frutas, raças de animais e produtos alimentícios que correm perigo de desaparecer devido ao predomínio das refeições rápidas e ao agronegócio industrial.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Cozinha Cubana

Delícias da Ilha

Poucas lembranças ficaram dos hábitos culinários anteriores à chegada dos espanhóis a Cuba. Talvez somente os tamales --presentes em grande parte das culturas indígenas da região-- guardem traços daquele período: as folhas de bananeira, de milho ou do inhame, o fubá. No entanto, costumam vir acompanhados da carne de porco, que chegou à ilha com os espanhóis.

Ao longo de 400 anos, a cozinha cubana experimentou sabores que combinavam produtos e costumes de diferentes culturas. Não há como negar a importância da influência espanhola na culinária desta parte do Caribe, assim como o peso das sucessivas levas de escravos africanos. Com eles, vieram o quiabo e pratos característicos de todas as regiões da África.


Os africanos perpetuaram o gosto dos aborígines pela iúca, trouxeram seus ingredientes, criaram seus guisados. Alguns deles se tornaram emblemáticos, como o "Mouros e cristãos". Já com a denominação cubana, arroz congrí, a situação muda de figura. Feijão-preto ou feijão-vermelho guisados com arroz, pimentão, cebola e um pedaço de carne de porco compõem este prato.

A influência africana também se faz presente nos tostones --banana-verde cortada em rodelas, prensada e frita-- ou no fufú --espécie de purê feito também com bananas verdes. Melhor seria dizer que a África se revela nas muitas receitas que têm a banana como ingrediente --das mais simples às mais originais, como a sopa de banana-verde.

Merecem ainda destaque os chineses que, após a abolição do tráfico de escravos, também chegaram à ilha oferecendo sua mão-de-obra barata. Ao todo, quase 200 mil indivíduos perpetuarem ali seus usos culinários, acelerando o processo de mestiçagem.

Chama-se cozinha crioula a combinação da cozinha espanhola com os produtos mais característicos de Cuba. O ajiaco é um bom exemplo: o tradicional cozido espanhol com um colorido cubano. Neste caso, cozinham-se as carnes com produtos da terra --como a batata, a iúca, o inhame, a batata-doce, a banana, a abóbora e o milho.

Também vale destacar a influência castelhana nos grelhados e leitões assados, recheados ou não, assim como da cozinha andaluza, em pratos inspirados no tradicional caldo de perro de Cádiz. Há também quem aponte estreita relação entre o cozido levantino e os ajiacos.

Apesar de a cozinha cubana acolher tantas influências, como se viu até agora, ela também tem suas preferências. Para começar, percebe-se uma absoluta devoção pela carne de porco. Vem sempre acompanhada de arroz, feijões e uma longa lista de produtos "imprescindíveis", sem os quais o porco, o arroz e os feijões perderiam a graça.

As frutas completam o cardápio do mundo vegetal. Além daquelas próprias dos climas tropicais, como o coco, o abacaxi, a goiaba, a papaia, a graviola, o maracujá ou o abacate, encontram-se também a laranja, a toranja, os figos, as uvas-passas, que dão um toque especial a pratos de carne e peixe e revolucionam os sabores da confeitaria.

Mas falta ainda falar do mar. A ilha conta com várias espécies. Oferece da lagosta, verdadeira rainha dos mares do Caribe, aos crustáceos de peso, como o camarão e o camarão-tigre. Destacam-se ainda o cherne, o pargo, a corvina, a moréia, atuns, cavalas e outras espécies que encantam alguns pratos da culinária cubana.

PARA SABER MAIS:
Guantanamera

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Cooktop por Indução

video